Ensaios ENEIDA MARIA DE SOUZA

AUTOFICÇÃO E SOBREVIVÊNCIA

 

Eneida Maria de Souza (UFMG/UFSJ)

 

Na apresentação de sua narrativa intitulada Desarticulaciones, Sylvia Molloy expressa a razão pela qual irá escrever sobre a amiga que sofre de Alzheimer, uma forma de reconquistar sua imagem por meio da palavra:

Tengo que escribir estos textos mientras ella está viva, mientras no hay muerte o clausura, para tratar de entender este estar/no estar de una persona que se desarticula ante mis ojos. Tengo que hacerlo así para seguir adelante, para hacer durar una relación que continua pese a la ruina, que subsiste aunque apenas queden palabras. (MOLLOY, 2011, p. 9)

A narrativa em primeira pessoa justifica a necessidade de escrever sobre a ausência/presença de uma pessoa que ainda mantém algum sopro de vida, que se relaciona com o mundo a partir de gestos, esquecimentos e silêncios. Para a autora, o desaparecimento gradativo da imagem da amiga é substituído pelo gesto de sua escrita, pela palavra que é capaz de sobreviver ao acontecimento. Reconquistar essa imagem não significa atingir a dimensão da convivência anterior, mas recuperar uma relação fragmentária que se sustenta pela memória igualmente inventada da narradora. Como relato de vida, a ficcionalização se impõe desde o título, Desarticulaciones, por se compor de pequenos capítulos nos quais transparece o desejo de captar, embora de forma precária, os vazios e buracos de uma memória, lembranças de uma convivência intelectual e afetiva. A articulação da narrativa acompanha o modelo desarticulado da memória, pautando-se pelos títulos dos fragmentos que reforçam a proposta metalinguística do texto. Jogos de linguagem em língua inglesa e espanhola – as personagens são argentinas, mas moram nos Estados Unidos – embaralham o curso normal da memória, desconstroem resquícios identitários apoiados na língua materna e revelam a gradativa perda de lugares de origem: “Runnig on empty”, “Identikit”. Os processos formadores da memória e da narrativa são também estampados nos títulos “Rememoración”, “Libertad narrativa”, constituindo o fio que articula obsessivamente o tema da desarticulação entre escrita e memória (1).

O título remete a uma série de associações entre as ações narrativas, iniciando-se pela desarticulação da memória da personagem, da desarticulação de uma relação antes efetiva de amizade e amor, do relato desarticulado, fragmentado em pequenos capítulos, quando a autora procede à metaforização dos subtítulos para melhor expressar o gesto de desmemorização. Assume igualmente o papel de fabuladora na escrita, por se sentir vítima do esquecimento e da suposta falsidade de suas lembranças. A autobiografia fingida alimenta-se da fraca memória do outro para se sustentar, sugerindo a narradora ser o relato marcado pela desarticulação entre real e ficcional, uma vez que o desejo de constituição do eu estaria também inscrito na ficção. De forma paradoxal, a escrita pretende organizar a referida desarticulação entre ficção e vida. Especialista em Borges, Molloy utiliza-se da autoridade do autor, citando-o várias vezes, o que demonstra pontos de semelhança entre poéticas pautadas pela experiência do outro e pelas artimanhas instauradoras do ato de escrita como fingimento. Sugere ainda ao leitor em qual parâmetro ficcional deverá se guiar, por entender que a narrativa memorialista se nutre da invenção do passado:

No quedan testigos de una parte de mi vida, la que su memoria se ha llevado consigo. Esa perdida que podría angustiarme curiosamente me libera: no hay nadie que me corrija si me decido a inventar. En su presencia le cuento alguna anécdota mia a L., que poco sabe de su pasado y nada del mio, y para mejorar el relato invento algún detalle, varios detalles. (...) Acaso esté inventando esto que escribo. Nadie, después de todo, me podría contradecir. (MOLLOY, 2011, p. 22)

Os lapsos e vazios da memória, a incapacidade de reunir palavra e coisa, a invenção de nomes para si ou o lugar da enunciação da personagem desse relato remetem para a discussão do tema escolhido em torno da associação entre sobrevivência e autoficção. A questão identitária proposta pela narradora em relação à personagem tem como título o capítulo “Identikit”. Ao receber do médico a pergunta sobre qual seria seu nome, ML, como assim é denominada a personagem, responde se chamar Petra. O significado do nome próprio reforça o grau de insensibilidade à vida, à pedra, à imagem de quem se encontra fechada para o diálogo, presa à identidade perdida e petrificada pelo silêncio: “Como dice yo el que no recuerda, cuál es el lugar de su enunciación cuando se ha destejido la memoria?” (MOLLOY, 2011, p. 19). A pedra que sobrevive por meio da nomeação própria metaforiza a perda da memória como preparação para a morte, resistência, revelando, contudo, o apelo do desaparecimento. Palavra e pedra se situam no mesmo nível semântico, por abrigarem tanto a morte da coisa quanto a morte da memória. A pergunta que fica se resume neste lugar da enunciação, à medida que o sujeito se embaralha no destecido da memória. Lugares deslocados da memória, deslizes enunciativos que, na verdade, denunciam o vazio impenetrável do esquecimento.

A falha na nomeação propicia a criação de identidades móveis, frágeis, capazes de esvaziar as referências e se inserir no espaço ficcional. Trata-se de um lugar de enunciação que flutua entre esquecimento e memória, fingimento e verdade. O exemplo de ML., personagem desmemoriada sendo recomposta parcialmente pela narrativa de Molloy, consegue esclarecer o limite tênue existente entre sobrevivência e autoficção. A sobrevida do relato permite à autora “seguir adelante”, com o intuito de permitir que a relação tenha a duração virtual da escrita, por se sustentar graças à articulação entre palavras e lembranças narradas.

A primeira reflexão sobre os termos em jogo, tais como ficção, real e sobrevivência, poderá se expandir para autobiografia, autoficção, bioficção, entre outros termos similares. A complexa rede de definições e controvérsias em torno desses conceitos constitui uma espécie de dificuldade para a compreensão dos mesmos, tendo em vista posições que se colocam ora em defesa da autobiografia, ora da autoficção. O que se deve pôr em pauta é a extrema mobilidade dos conceitos, a necessidade de não acreditar em definições fechadas e nem se prender a critérios de verdade. Definir, como primeira instância, para em seguida colocar os termos em suspenso, seria esta a correta atitude da crítica diante do aspecto normativo e fechado das classificações. Mais aconselhável seria pensar no conceito de sobrevivência das formas, como assim entende o historiador da arte Aby Warburg, para quem as formas e os momentos históricos são impuros, heterogêneos e fantasmáticos. Não possuem a estabilidade conservadora do passado nem se acham dominados pelo estigma da repetição. Nesse sentido, não se apresentam enquanto pedras, conceitos aparentemente fechados. Atuam como forças recorrentes que insurgem no presente de modo a revitalizar e dar sobrevida às novas manifestações, sem apagar o elo estabelecido com formas antigas (2). Consegue-se, nesse raciocínio, entender o movimento contínuo dos conceitos como sobrevivência de outros, como revitalização de impasses teóricos.

Nesse diapasão, o relato de vida institui o pacto ambíguo entre romance e autobiografia, pelo lugar móvel ocupado pelo polo referencial das autobiografias e a autonomia referencial dos romances. Entre escrita e vida instaura-se esse pacto de sobrevivência, como foi tão bem exemplificado no texto de Sylvia Molloy. Não se torna aceitável e nem pertinente privilegiar apenas a ficção do relato em detrimento de seu aspecto autobiográfico, pois assim corre-se o risco de estar optando pela afirmação da autonomia referencial dos romances, em busca do ilusionismo formalista. Por outro lado, aconselha-se evitar a abordagem naturalista dos sentimentos ligados ao íntimo, no sentido de o sujeito se encontrar diante de uma suposta identidade absoluta, da ilusão de ser a narrativa a exata expressão de si. Philippe Forest, no livro Le roman, le réel, aborda o impasse do conceito de autoficção, quando autores e críticos desconhecem o vínculo paradoxal entre autobiografia e ficção, ao escolherem permanecer ora na dimensão referencial, ora na ficcional.

S’íl faut en finir avec l’autofiction, c’est parce que ce concept communique principalement avec ces deux versants opposés et complices de lui-même qui en constituent au fond la négation: d’un côté vers un naturalisme du moi où le sujet s’imagine encore détenteur d’une identité qui demanderait à être exprimée, de l’autre le basculement vers une esthétique du virtuel ou le sujet n’existe plus du tout, dissous dans un espace où tout réel fait défaut. (FOREST, 2007, p. 199)

O procedimento relativo à prática da autoficção posiciona o sujeito entre o relato de si e sua transformação fabular em relato ficcional, constituindo o que Philippe Forest denomina de “romance do eu”, como substituto nem tão original da autoficção. No processo escritural da autobiografia, sustenta-se que inexiste a intenção de ficcionalizar, por manter o autor/ narrador envolvido no relato de vida o qual estaria sujeito a critérios de verdade e documentação de fatos presentes e passados. No entanto, ao se pensar na definição de alguns escritores e teóricos da autoficção e da ficção, como Serge Doubrovsky e Jacques Rancière, ficcionalizar não se restringe à criação de mentiras ou distorções do real, mas em formalizar, em ficcionalizar a narrativa de sua própria vida. O gesto narrativo, a organização dos acontecimentos pela ação enunciativa, concorrem para a definição mais ampla do ficcional, uma vez que toda escrita exige a prerrogativa da mise-en scène textual. Rancière assim pondera sobre o conceito de ficção:

Fingir não é propor engodos, porém elaborar estruturas inteligíveis. A poesia não tem contas a prestar quanto à “verdade” daquilo que diz porque, em seu princípio, não é feita de imagens ou enunciados, mas de ficções, isto é, de coordenação entre atos. (...) O real precisa ser ficcionado para ser pensado. (...) A política e a arte tanto quanto os saberes constroem “ficções”, isto é, rearranjos materiais dos signos e das imagens, das relações entre o que você vê e o que se diz, entre o que se faz e o que se pode fazer. (RANCIÈRE , 2005, p. 53) (3)

O espaço ficcional se caracteriza por sua abertura frente às disciplinas e, portanto, não se subjuga às diferenças entre arte, política e saberes, por instaurar a distância entre o real dado e o real ficcionalizado. Esse rearranjo dos signos e das imagens responde pela formalização da escrita na qual obedece ao procedimento criativo, responsável pela transfiguração da experiência em texto. Vila-Matas, autor de Bartleby e companhia, é o legítimo adepto do emprego da literatura como fonte mediadora de sua prática autoficcional, por se apropriar da vida/ficção dos escritores para a reflexão metaliterária dominante em toda sua obra. Entende ser o processo criativo perfeita desrealização da vida em razão de serem os acontecimentos transformados, pela escrita, em literatura. Nas palavras de Manuel Alberca, no artigo “Le pacte ambigu ou l’autofiction espagnole”, Vila-Matas, disseminador de dados biográficos na sua obra, “est protégé par un pacte narratif ‘à la carte’, un menu composé selon les goûts et qui parfois devient un antipacte autobiographique, c’ est-à-dire une façon d’ obscurcir ou de détourner la théorie de Lejeune” (ALBERCA, 2010, p. 160). Percebe-se que o gesto relativo à desrealização da vida e sua transformação em estatuto ficcional exige que se redefina o conceito de real e de acontecimento, de autobiografia como expressão de verdade e de sinceridade autoral.

Em detrimento da razão naturalista atribuída à vida e à realidade, o relato autobiográfico comporta, inevitavelmente, sua parte de ficção, o que não permite distanciá-lo totalmente da autoficção. Os acontecimentos recebem tratamento inventivo quando se submetem à rememoração, entendendo serem as lembranças relatos contados para si próprio, por meio da narrativa em primeira ou terceira pessoa, tanto na autoficção quanto na bioficção, ou seja, nas biografias em que o narrador endossa a proposta literária, sem demonstrar fidelidade quanto aos eventos da vida do autor ou da personagem. Se o conceito de Real para Lacan contribuir para o esclarecimento do jogo entre os polos da realidade e da ficção, consegue-se abolir o aspecto referencial do termo, a equivocada definição imputada pelos teóricos da literatura aos textos que teriam relação direta com o contexto. O real, ao se legitimar como participante da dimensão do indecidível, sem manter compromisso com ideias de totalidade e de factualidade, se inscreve na linguagem como o que resiste à simbolização.

Com base nesses princípios teóricos, é por meio do processo metafórico e substitutivo que o acontecimento passado, ao receber do sujeito sua perlaboração no presente – na acepção freudiana de que a prática da anamnese tem a função de elaborar um esquecimento inicial e trazê-lo à superfície – se distancia da captação ingênua e positivista da realidade. A autobiografia se configura como grafia, letra e texto, daí a impossibilidade de se converter em relato enquanto expressão exata da experiência vivida pelo sujeito. Entre a autobiografia e o “romance do eu” (a autoficção), a ficção se coloca como intermediária, apontando paradoxalmente para a vida e a grafia, à medida que se processa o diálogo paradoxal entre os dois polos.

De que maneira a vida é recuperada e metaforizada pela ficção? Pela sobrevivência desses resíduos, do que falta e do que suplementa, à medida que os restos da experiência e da escrita de si exercem a função de embaralhar o aspecto referencial da autobiografia e a pretensa autonomia da ficção, quando se trata de autoficção. Nesse gesto suplementar, a literatura assume, para os escritores, diferentes finalidades, ora na condição de remédio, como assim a concebe o autor turco O. Pamuk, para quem escrever é a forma de ludibriar e preencher os vazios do cotidiano:

E gostaria de propor uma teoria simples que parte da ideia de que escrever é um consolo, um alívio, até mesmo um remédio, pelo menos para os romancistas como eu: escolhemos os nossos temas, e damos forma aos nossos romances, de maneira que atendam à nossa necessidade diária de devaneio. Um romance é inspirado por ideias, paixões, fúrias e desejos – isso todos sabemos. (PAMUK, 2007, p. 78-79)

Ora, para Sílvia Molloy, como assinalado no início deste ensaio, a literatura e sua prática funcionariam como sobrevida de uma relação afetiva que se recupera pela escrita; ou na ficção de Vila-Matas, O mal de Montano, ao apontar a obsessão pela literatura como sintoma de enfermidade, esta se transforma, paradoxalmente, em antídoto contra a morte da literatura;4 ou, de modo inverso, no entender de Marguerite Duras, para quem a escrita de si não substituiria nada, por não ser capaz de ajudá-la viver. Desaparece, nesse caso, a ideia de que escrever cumpriria a função terapêutica vinculada ao remédio e à salvação humanista, insinuando-se seu lado diabólico, pela ausência de uma ponte que pudesse conciliar obra e vida. Sophie Bogaert, em artigo dedicado à obra de Duras, aponta a razão de ser de sua literatura como desprovida de vocação compensatória:

 L’ autofiction se construit à l’ envers de la vie, dans une incompatibilité radicale. Elle est impuissante à en faire le récit comme à en réparer les lacunes. Elle se développe là où la vie manque, où la satisfaction fait defaut. L’ écriture n’ a pas vocation compensatrice, ne remplace pas ce qui n’ a pas lieu, mais prend place sur ce vide, existe grace à lui. Si on vit, on n’écrit pas: il faut choisir. (BOGAERT, 2010, p. 165)

Se para os escritores mencionados, escrever se inscreve como pacto salutar ou demoníaco entre obra e vida, como afastamento/proximidade entre narrador/autor, como se posiciona o leitor ao conviver com os textos autoficcionais? A meio caminho entre a autobiografia e a ficção, ou procurando encontrar no universo fabular vestígios de acontecimentos ligados à experiência de vida dos autores? A relação a ser efetivada incidiria no apagamento de provas existenciais, uma vez que se procede à metaforização do gesto criador. Por outro lado, é necessário observar que a escrita autoficcional guarda, paradoxalmente, uma face voltada para a ficção e outra para o testemunho de experiências que se nutrem do jogo enganoso/ fiel da memória e das artimanhas daquele que escreve. O grau de projeção do leitor em relação à fruição da literatura ou de textos autobiográficos/autoficcionais permite considerar a recepção de forma mais aberta e contextualizada. O interesse crescente pela vida dos autores ou dos rastros biográficos em suas obras distancia-se do leitor acadêmico. Recebidas segundo critérios que modalizam o discurso sem naturalizá-lo, as interferências biográficas participam do jogo enganoso, sedutor e perverso da ficção. Por outro lado, seria condizente ao crítico literário não impedir ao leitor comum a satisfação motivada pela leitura literária ou de outra espécie, por ser o prazer sentimento imprescindível à prática de sobrevivência de qualquer tipo de consumidor de literatura.

 

NOTAS

1. Remeto aqui ao artigo de Silviano Santiago, “Dentro da perda da memória”, publicado inicialmente no Sabático (Estado de S. Paulo) e, posteriormente, em livro (Aos sábados, pela manhã, Rocco, 2013), em que reflete sobre o livro de Sylvia Molloy. A coincidência na escolha do texto para análise obedece a preocupações teóricas que desenvolvo no momento.

2. “O nascimento de Vênus, de Boticcelli, é uma refiguração de ilustrações medievais, provocada pela arte da Antiguidade redescoberta. Da mesma forma, os símbolos astrológicos da tradição, enrijecidos heraldicamente, foram revitalizados por influências da escultura clássica” (WARBURG, 2013, p. 447).

3. Cf. ainda a definição de Serge Doubrovsky (2010, p. 393): “De toute façon on se reinvente sa vie quando on se la remémore. (...) Il y a pourtant une continuité dans cette discontinuité, car, autobiographie ou autofiction, le récit de soi est toujours mise en forme, scénarisation romanesque de sa propre vie”.

4. “Termino de citar Piglia e contato que vivo rodeado de citações de livros e autores. Sou um doente de literatura. A continuar assim, ela poderia acabar me tragando como um boneco de palha dentro de um redemoinho, até fazer com que eu me perca em seu território ilimitado. Asfixia-me cada dia mais a literatura. Nos meus cinquenta anos, angustia-me pensar que meu último destino seja me tornar um dicionário de citações ambulantes.” (VILA-MATAS, 2005, p. 14-15).

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ALBERCA, Manuel. Le pacte ambigu ou l’ autofiction espagnole. In: BURGELIN, C.; GRELL, I.; ROCHE, R. y. (Dir.). Autofiction(s). Lyon: Presses Universitaires de Lyon, 2010.

BOGAERT, Sophie. Marquerite Duras ou comment l’écrivain tue la femme. In: BURGELIN, C.; GRELL, I.; ROCHE, R. y. (Dir.). Autofiction(s). Lyon: Presses Universitaires de Lyon, 2010.

DOUBROVSKy, Serge. Le dernier moi. In: BURGELIN, C.; GRELL, I.; ROCHE, R. y. (Dir.). Autofiction(s). Lyon: Presses Universitaires de Lyon, 2010.

FOREST, Philippe. Le roman, le réel et autres essais. Nantes: Éditions Cécile Defaut, 2007.

MOLLOY, Sylvia. Desarticulaciones. Buenos Aires: Eterna Cadencia Editora, 2011. PAMUK, Orhan. A maleta de meu pai. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.

RANCIÈRE, Jacques. A partilha do sensível: estética e política. Trad. Monica Costa Netto. São Paulo: EXO Experimental; Ed. 34, 2005.

VILA-MATAS, Enrique. O mal de Montano. Trad. Celso Mauro Paciornik. São Paulo: Cosac Naif, 2005.

WARBURG, Aby. A renovação da Antiguidade pagã. Trad. Marcus Hediger. Rio de Janeiro: Contraponto: Museu de Arte do Rio, 2013. 

 

Eneida Maria de Souza é professora emérita da Faculdade de Letras da UFMG. Professora titular da UFMG. Doutora em Literatura Comparada pela Université de Paris VII. Pesquisadora do CNPq. Autora de Janelas indiscretas – Ensaios de crítica biográfica; Tempo de pós-crítica; Crítica cult; Janelas indiscretas e Modernidade toda prosa, em coautoria com Marília Rothier Cardoso. Organizadora de Correspondência  Mário de Andrade & Henriqueta Lisboa, Prêmio Jabuti 2011.

 

Ilustração: Sentiero del silenzio, Campomuletto - Gallio (VI), de Alberto R. Motterle/Flickr 

 

COMO CITAR
SOUZA, Eneida Maria De. AUTOFICÇÃO E SOBREVIVÊNCIA. RED_Revista de Ensaios Digitais. Rio de Janeiro. Número 1, 2015. ISSN: 2525-3972 Disponível em http://revistared.com.br/artigo/73/autoficcao-e-sobrevivencia.

Nenhum comentário até o momento

LINKS INTERNOS

Ilustração
TextoSobre a licença
Eneida Maria de souza
TextoCV Lattes
Ilustração
Sobre a licença LINK
Eneida Maria de souza
CV Lattes LINK